Gaja enfrenta o desafio das mudanças climáticas e mantém o nível de seus vinhos incríveis

by José Maria Santana | 25/10/2019 20:05

Giovanni Gaja, 26 anos

O inigualável Angelo Gaja sempre foi a alma de sua vinícola, com sede no Piemonte, norte da Itália. Aos 79 anos, ele continua em plena atividade, acompanhando tudo e pensando em projetos para o futuro. Mas passou a administração do dia a dia da empresa à mulher, Lucia, e aos filhos Gaia, Rosanna e, mais recentemente, ao caçula Giovanni, que trabalha na empresa há um ano e meio.

E foi Giovanni, 26 anos, que esteve dias atrás no Brasil para divulgar os vinhos da família, distribuídos aqui pela importadora Mistral. No encontro com jornalistas ele falou especialmente do que a equipe tem feito parar enfrentar os desafios trazidos pelas mudanças climáticas dos últimos tempos e manter a qualidade de seus tintos e brancos. Foram muitas providências, que Giovanni chamou de método Gaja.

Entre outras coisas, destacou a ampliação da biodiversidade no campo, a introdução de animais, o plantio de ervas entre as fileiras, a busca de maior equilíbrio na vinha. “Nos últimos 20 anos fizemos muitas experiências, com erros e acertos”, disse ele, “até chegar a um manejo em que as videiras aprendem a se defender sozinhas”. Foi realmente um longo caminho. Antes de falar mais sobre isso, é interessante relembrar um pouco da trajetória da vinícola Gaja e de como nasceram seus vinhos incríveis.

 

As ideias de Angelo

Vinhedo da família em Barbaresco

A família, de origem espanhola, estabeleceu-se no Piemonte no século XVII. Em 1859, Giovanni Gaja abriu um pequeno restaurante no povoado de Barbaresco e, para acompanhar a comida, passou a também produzir e servir vinhos. Os descendentes prosseguiram o negócio, sem muita expressividade, até que em 1961 o jovem Angelo, então com 21 anos, começou a trabalhar na empresa dos pais.

Depois de estudar enologia em Alba, no próprio Piemonte, e em Montpellier, na França, ele vinha com muitas ideias e estava convencido de que poderia produzir vinhos no mesmo nível de excelência que os franceses, desde que alguns hábitos fossem mudados.

Achava que os produtores locais estavam acomodados e era preciso inovar. Angelo foi um dos pioneiros da Itália a adotar práticas hoje correntes, como tanques de aço inox, controle das temperaturas na fermentação e rigor na higiene da cantina. Enfrentou muitas resistências, especialmente do pai, Giovanni Gaja, ao propor novos manejos no campo.

A região do Barolo

Sabia que a Nebbiolo, principal variedade piemontesa, é uma uva de maturação tardia. Para aumentar a concentração e melhorar a qualidade dos vinhos, Angelo mandou fazer podas rigorosas, reduzindo a produção à metade do habitual na região – “um desperdício”, criticavam os vizinhos. Passou a colher os cachos só quando atingiam seu melhor desenvolvimento, obtendo assim uvas com maior concentração de açúcar e de componentes naturais.

Para ter o controle total sobre os vinhos da casa, convenceu o pai a utilizar apenas uvas dos vinhedos próprios. Na época, a família elaborava um Barolo, a grande estrela da vinicultura piemontesa de então. Mas como não possuía terras na apelação, e não conseguia comprar nenhuma propriedade lá, Angelo decidiu suspender a produção deste tinto, passando a dedicar-se exclusivamente ao Barbaresco, denominação onde ficavam suas vinhas.

Em 1967, lançou seu célebre Sorì San Lorenzo, o primeiro “Barbaresco de vinhedo”, ou seja, elaborado com as uvas de um único local. Dois anos após, iniciou outra de suas experiências controvertidas: o envelhecimento do Barbaresco em pequenas barricas de carvalho francês. Normalmente, os produtores deixavam o tinto estagiar em grandes tonéis de carvalho da Eslavônia. O tempo mostrou que Gaja estava certo, dando a seus Barbaresco equilíbrio e elegância.

Também chamou a atenção em 1978, ao plantar Cabernet Sauvignon e, no ano seguinte, Chardonnay. Uma década depois, conseguiu finalmente a propriedade que queria na zona do Barolo. Em 1988, Angelo comprou um vinhedo na área de Marenca e Rivette, em Serralunga d’Alba, considerado um dos melhores do distrito de Barolo. Com suas uvas, moldou dois Barolos estupendos, o Sperss e o Conteisa.

Pieve di Santa Restituta, com a igreja ao fundo

Após alguns anos seguidos de dificuldades em sua terra, Angelo percebeu que, para expandir os negócios, seria melhor não ficar limitado a uma única região. Por isso foi para a Toscana, onde adquiriu duas propriedades emblemáticas, Pieve di Santa Restituta, na zona de Montalcino, em 1994, e Ca’Marcanda, em Bolgheri (na Maremma), perto do mar, dois anos depois.

Hoje a empresa tem 243 hectares de vinhedos, sendo 96 ha. no Piemonte, 120 ha. em Bolgheri, e 27 ha. em Montalcino. Entrega ao mercado 800 mil garrafas de vinho por ano, das quais 300 mil no Piemonte, 400 mil em Bolgheri e 100 mil em Montalcino.

É uma das poucas casas italianas que produzem vinhos em quatro das principais denominações do país, os chamados 4 Bês – Barolo, Barbaresco, Brunello e Bolgheri. A família desenvolve atualmente mais um projeto, na região do vulcão Etna, na Sicília.

 

A chegada de Giovanni

Ca’Marcanda, em Bolgheri, na Toscana

Com tanto sucesso, Angelo Gaja se tornou o grande nome do vinho italiano e assim é tratado pela imprensa especializada. Para a revista norte-americana Wine Spectator, ele é “o mais influente produtor da Itália”. A inglesa Decanter já o escolheu por diversas vezes o “Homem do Ano” do setor. Para Robert Parker, os vinhos de Gaja “são candidatos à perfeição”. E o Gambero Rosso o chama de “rei do vinho piemontês e do vinho italiano em geral”.

Poderia assim gozar a merecida fama e apenas manter o que já conquistou. Mas Angelo, irrequieto e perfeccionista, não se acomoda. Preocupado com o futuro da empresa e de seus vinhos, buscou maneiras naturais para enfrentar os desafios impostos pelas recentes mudanças climáticas. Nesse trabalho contava com a ajuda da mulher, Lucia, e das filhas Gaja e Rosanna. O último a se incorporar ao grupo foi Giovanni.

O caçula da família é uma cópia escarrada do pai – falante, carismático, convicto do que diz, sempre se expressando com muita clareza. Mais tranquilo, talvez. Giovanni não tem problemas em admitir que até pouco tempo era um boa vida. Estudou Economia e depois foi passear pelo mundo.

Morou uns meses em Londres e um ano e meio em Nova York. Até que em março do ano passado recebeu um telefonema do pai nos Estados Unidos. “As férias acabaram, me disse ele”, conta Giovanni, bem humorado. Para mostrar que falava sério, Angelo informou que não ia mais mandar dinheiro para o caçula.

De volta a Barbaresco, Giovanni logo se entrosou com as tarefas da empresa e passou a acompanhar tudo o que estava sendo feito. Percebeu a importância do trabalho realizado por Angelo para preparar a vinícola para o futuro.

 

O método Gaja

“Muita gente não admite, mas nos últimos anos houve realmente grandes mudanças no clima”, ressalta Giovanni Gaja. No Hemisfério Norte, onde o Piemonte se situa, os verões estão mais quentes e os dias de calor têm começado até mais cedo, estendendo-se de maio a setembro. Já os invernos, que no calendário começam em dezembro, estão mais curtos, limitando-se os dias frios a janeiro e fevereiro.

Segundo Giovanni, antes se começava a colher a Nebbiolo no final de outubro e se parava em novembro, quando geralmente nevava. Hoje, a neve às vezes cai apenas em janeiro e fevereiro. A poda de inverno também é feita mais tarde, pois pode haver geadas em abril e elas destroem os brotos. As chuvas são mais volumosas, causando problemas de erosão – lembrando que o Piemonte é marcado por colinas, onde o risco é maior.

Para analisar tudo isso e procurar meios de enfrentar as alterações climáticas, Angelo Gaja ouviu vários consultores, como biólogos, geólogos, geneticistas. “No fim, acabou formando o próprio sistema”, diz o filho. Na verdade, é uma mistura de práticas usadas por diferentes correntes, como as escolas que tratam da agricultura orgânica e biológica.

O vinhedo Sugarille, em Montalcino

O método Gaja parte do princípio de que é preciso ampliar a biodiversidade, trazer mais vida para dentro dos vinhedos. É a base do equilíbrio ambiental. Por exemplo, é importante atrair predadores naturais das pragas que atacam a videira. Há insetos que têm atuação prejudicial para as plantas. Antes, morriam com o frio. Agora, como os invernos apresentam temperaturas mais brandas, parecem apenas hibernar e voltam à atividade nos primeiros dias de calor da primavera.

Além dos predadores, é necessário aumentar a diversidade das plantas na vinha, introduzindo espécies que se complementam. As raízes formam uma rede que se intercomunica pelo subsolo. Se uma planta descobre uma maneira de se defender de determinada praga, leva vantagem sobre outras. Acaba incorporando isso e transmitindo o conhecimento aos descendentes.

Desde 1995 a equipe não usa mais na vinícola nenhum tipo de fertilizante ou produto químico sintético. Compra esterco animal e produz seus próprios compostos, processados e transformados em adubo pela ação de minhocas vermelhas. Esse adubo dá uma injeção de vida nos solos, que assim podem recuperar os componentes perdidos na produção da safra anterior.

Com a ajuda de dois botânicos, o time de Gaja está repondo flores nos vinhedos, para compensar os problemas trazidos ao meio ambiente pelo plantio exclusivo de uva, no caso, uma monocultura. Isso ajuda a atrair insetos e pássaros.

Foram introduzidas abelhas, que são uma espécie de sentinelas ecológicas. Ao analisar seu mel, é possível verificar se naquele ambiente foi utilizado algum produto químico sintético. Elas também são um bom indicador biológico – se produzem rápido e bem, o ambiente local é sadio. Se morrem, é sinal de algum problema no vinhedo.

Outra mudança radical apontada por Giovanni em relação aos últimos 20 anos é o plantio de ervas entre as fileiras da vinha. “Se meu avô visse isso, atirava na minha cabeça”, brinca ele. Antes se cuidava do vinhedo como se fosse um jardim, sem nenhuma presença de mato. Hoje não.

Os vinhos Gaja: força e elegância

As favas e legumes são aliados naturais. Em maio, o trator passa e rebaixa a massa de ervas. Deitadas no chão, elas protegem o solo contra o calor e contra a erosão. Isso também ajuda a evitar a ação nociva de fungos, pois funcionam como um muro protetor das videiras.

Como dito anteriormente, Gaja fez muitas experiências nas últimas décadas, com erros e acertos. O objetivo principal era chegar a um tipo de manejo que pudesse aumentar a resistência natural das plantas, de modo que possam a aprender a se defender sozinhas contra as pragas.

“Quando elas descobrem anticorpos e outras soluções naturais contra uma doença”, resume Giovanni, “sobrevivem com mais facilidade, por estarem fortes, e transmitem essa informação às próximas gerações. Assim o vinhedo pode ficar sadio sem o uso de químicos”.

Ele observa, porém, que mesmo adotando práticas naturais e orgânicas Angelo não quer se sujeitar a rótulos ou certificações. Acha que isso é limitante. Se sentir necessidade de corrigir rumos, fará. Daí, preferir chamar apenas de Método Gaja. A propósito, ainda nesse caminho informa que desde 2014 a vinícola utiliza somente leveduras indígenas para fermentar seus vinhos.

Por fim, uma constatação que poderia parecer na contramão de tudo o que foi falado antes. Segundo Giovanni, antes era difícil beber um Barolo ou Barbaresco jovem, pois eram muito tânicos e, às vezes, ásperos. Com as mudanças climáticas e o aquecimento global, pelo menos nesse aspecto a situação mudou para melhor. As uvas amadurecem mais plenamente e dão vinhos maduros, mais fáceis de beber logo.

 

Os vinhos

No encontro de Giovanni Gaja com a imprensa especializada foram provados cinco vinhos, representando o que a família produz nas quatro denominações em que atua – Barolo, Barbaresco, Bolgheri e Brunello. Brasil Vinhos avalia cada um deles.

 

Alteni di Brassica Langhe Sauvignon Blanc 2016

Gaja – Piemonte – Itália – Mistral – R$ 845 – Nota 93

Angelo Gaja era um especialista em tintos, mas plantou Sauvignon Blanc em 1982 para mostrar a beleza do território da Langhe, como já havia feito antes com a Chardonnay. Perfeccionista, produziu um branco estupendo. Com pequena passagem pelo carvalho (6 a 8 meses), rico ao nariz, lembra arruda e cítricos, com algo herbáceo e toques minerais, salinos. Na boca é volumoso, sedoso, com acidez vibrante, tudo muito equilibrado e elegante. O final persistente arremata o conjunto refinado. O nome faz dupla referência. Alteni eram os pequenos muros de pedra que antigamente cercavam as plantações. E brassica é uma florzinha amarela que cresce nos vinhedos, durante a primavera (13,5%).

 

Ca’Marcanda 2012

Gaja – Toscana – Itália – Mistral – R$ 1.281,60 – Nota 93

Angelo Gaja comprou seu segundo vinhedo na Toscana em 1996, Ca’Marcanda. Fica em Castagneto Carducci, em Bolgheri, na região da Maremma, no sudoeste toscano, perto do mar. Era um sonho dele, que começou o projeto do zero, com o espaço generoso que ele não tinha em Barbaresco. Dizem que Bolgheri é alegre, ensolarada, como a Califórnia. No período de maturação das uvas, os dias quentes de verão, as noites frias e a brisa marítima favorecem o pleno amadurecimento dos cachos. Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Syrah predominam na região, mas também há variedades brancas, como Chardonnay, Sauvignon Blanc, Vermentino e outras. Ali Gaja produz tintos com a mesma elegância que consegue no Piemonte. Um deles é este, que leva o nome da propriedade, corte bordalês de 50% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 10% Cabernet Franc. Nos aromas há notas de azeitona, champignon, tabaco e especiarias, em fundo frutado a cereja e ameixa. Encorpado, com taninos presentes, finos, balanceados pela ótima acidez. No fim, elegância e um toque floral. A propósito, nos últimos 5 anos Gaja mandou reduzir um pouco a proporção de Merlot do vinhedo, em favor das Cabernet Franc e Sauvignon, pois a seu ver, no clima quente da região ela perde um pouco de seu frescor (13,5%).

 

Gaja Barbaresco DOCG 2012

Gaja – Piemonte – Itália – Mistral – R$ 1.885 – Nota 94

Antes de Angelo Gaja, o Barbaresco nunca tinha sido colocado no nível dos grandes tintos da Itália. A uva é a mesma que a do Barolo, a Nebbiolo, mas enquanto um tinha fama, o outro era considerado vinho simples, para acompanhar massa ao molho de tomate. Depois de Angelo, tudo mudou. Ele adotou medidas inovadoras, como podas rigorosas para reduzir o rendimento natural das plantas, e amadurecimento em barricas de carvalho francês. O resultado são vinhos profundos e elegantes, como este 2012. É 100% Nebbiolo, selecionada das melhores parcelas de 14 vinhedos diferentes. Cada uma delas é fermentada separadamente e depois se faz o blend final. Com repouso de 12 meses em botti e mais 12 meses em barricas, apresenta notas florais, de especiarias, tabaco e cacau, mescladas a fruta vermelha, como cereja. Mostra bom corpo e estrutura, é untuoso, sedoso, equilibrado e fino. Um tinto espetacular, verdadeira bandeira da família. Uma curiosidade: em 1996, Angelo desclassificou seus também magníficos Barbarescos de vinhedo único, como Sori San Lorenzo e Sori Tildin, colocando no rótulo apenas Langhe Nebbiolo DOC. Com isso, queria fortalecer a imagem do vinho histórico da família, o Barbaresco DOCG. Ele achava que, por não ter menção a um vinhedo famoso, o vinho de blend era chamado de Barbaresco normal, básico, comum, o que ele de modo algum aceitava. Só voltou a indicar as denominações de origem Barolo e Barbaresco para todos os vinhos a partir de 2012. Ainda segundo Angelo, Barolo é opulência e força. Barbaresco é elegância e delicadeza (14%).

 

Brunello di Montalcino DOCG Sugarille 2000

Gaja – Toscana – Itália – Mistral – R$ 4.274,70 – Nota 94

Pieve di Santa Restituta, na área de Montalcino, foi a primeira propriedade comprada por Angelo Gaja na Toscana, em 1994. Fica na subzona sudoeste da denominação Brunello di Montalcino, tem 16 hectares e vários vinhedos. Com suas uvas, Gaja produziu inicialmente dois Brunellos estupendos. Um deles, o Brunello di Montalcino Reninna, vem de três vinhas diferentes. O outro parte exclusivamente do extraordinário vinhedo Sugarille, um dos melhores terroirs da região. Mais tarde, em 2005, a família passou a elaborar um Brunello de blend, mesclando uvas de Pieve di Santa Restituta com as de outra propriedade, situada na zona de Torrenieri, a nordeste da apelação. O Sugarille é considerado o mais denso e profundo dos três. Sangiovese Grosso 100%, afinado por 12 meses em barricas novas e usadas, é rico de aromas, traz notas florais, de especiarias, tostado leve, alcaçuz e ameixa. Na boca se mostra estruturado, maduro, aveludado, untuoso. Tem ótima acidez e frescor. Super elegante, um grande vinho. Pieve quer dizer igreja. A propriedade recebeu este nome porque no passado pertenceu aos padres. A igreja dedicada a Santa Restituta ainda pode ser vista em meio aos vinhedos (14%).

 

Barolo Sperss 2013

Gaja – Piemonte – Itália – Mistral – R$ 2.479,70 – Nota 95

Nos anos 1940 e 50, Giovanni Gaja, pai de Angelo Gaja, comprava uvas na área de Barolo de um viticultor de Serralunga d’Alba. Na década de 1960, foi convencido pelo filho a não utilizar mais uvas de terceiros e assim a vinícola ficou alguns anos sem ter o tinto. Quando a família conseguiu comprar aquela mesma propriedade, em 1988, Angelo pôde retomar a produção de Barolos e entregou dois vinhos estupendos, Sperss e Conteisa. O primeiro recebeu este nome porque Angelo se lembrou da história. No dialeto piemontês, Sperss quer dizer saudade, nostalgia. É um Barolo que fica entre o clássico e o moderno, potente, encorpado, mas com notável elegância, marca registrada da casa. Nebbiolo 100%, amadurecido por 12 meses em barricas e outro tanto em tonéis grandes de carvalho, traz ao nariz cereja, especiarias, alcaçuz e tabaco. Apresenta fina estrutura, acidez vibrante, taninos macios, equilíbrio e grande frescor final. Um vinho opulento, delicioso. Para a família, foi um ano simbólico, pois os filhos de Angelo, que já trabalhavam na parte comercial da empresa, começaram a participar também das decisões de vinificação. Além disso, seus Barolos e Barbarescos de vinhedo único voltaram a receber no rótulo a indicação DOCG referente às respectivas apelações (14,5%).

 

 

 

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